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Arquivo do autor:Luciene Marinho

Sobre Luciene Marinho

Quem eu sou? >Uma eterna aprendiz.... Não tente entender, não tente rotular, não tente definir... Aquela que ri de qualquer bobagem, que se procupa com tudo, que chora para aliviar a dor... Aquela cheia de manias, gostos e reações estranhas, fora do comum... Aquela pessoa paciente mas ansiosa... Aquela que não consegue esconder o sorriso... que se diverte com pouco... que fala pelos cotovelos mas gosta de pensar em silêncio... que se magoa fácil mas que sabe perdoar... Aquela mulher orgulhosa mas que reconhece seus erros... que tem inúmeros defeitos e algumas qualidades .... Uma pessoa comum, com grandes sonhos e inumeros desejos... Sou muito mais que essas letras, frases e fotos que falam sobre mim... Sou as minhas atitudes, os meus sentimentos ,as minhas idéias... enfim,o que eu sinto, quem eu sou, você só vai perceber quando olhar nos meus olhos, ou melhor, além deles... Sou Luciene e o prazer? Quem sabe é todo seu ou meu!!

Presença da ausência

Coração deitado nos braços da saudade,

faz do sonho matéria

e vivência a presença

que na ausencia corta a carne…

E absorto

nessa efémera realidade

com golpes de mentira

fere a verdade

e se esconde

onde jaz o seu passado.

Que já morto,

enterrado e prateado

faz questão

de atormentar-lhe

a vida…

Por Lu Marinho

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Publicado por em 8 de agosto de 2017 em #DESTAQUE

 

Mal de amor


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Bendito o bem que vem do amor!

Primaverar faz meu outono

Desperta a esperança de longo sono

E minha guerra se abre em flor…

 

Qual Dédalo¹ é fascinante inventor

Tece e dá asas ao Ícaro pensamento

Que cheio de si, aborrece o entendimento,

Lançando-se em seu sol abrasador!

 

Bendita lou(Cura) que vem do amor!

Que, por encanto, o coração invade,

Lançando sementes de eternidade

No solo fugaz de um sonhador…

 

Misterioso, dono de vontade soberana,

Doma, vergando o mais duro coração,

Provando que quem busca defensão

Contra seus caprichos, que se engana!

 

Benditos os sonhos que vem do amor!

Provoca n’alma toda sorte de inquietude

Desejo louco, que desperta, enleva e ilude,

Faz qualquer cético arder em seu calor…

 

E contra tais desejos quais serão?

Sendo exímio advogado do pecado

Justifica os anseios mais ousados

Na sua lei, todo deslize tem perdão!

 

Até mesmo os discípulos do pudor

Que todos os deleites renunciam

Vencidos da luxúria balbuciam:

Bendito mal que vem do amor!

 

Sábio, louco, experiente ou amador!

Forçado é que todos se lhe renda

Sem desejar razão que lhe defenda,

Julgam honroso morrerem por amor…

 

Triunfante, o amor estende as asas!

E seu legado espalha  no planeta

Ele eterno, eu um grão do tempo na ampulheta!

Feliz e tino me vou gastando em suas brasas…

 

Por Lu Marinho

 

¹Dédalo pai de Ícaro (Mitologia Grega).

 
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Publicado por em 4 de julho de 2016 em #DESTAQUE

 

Amanhã Nasceremos, Nos Seremos, Nós Seremos?

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Busco razão, impondo-a sobre o entendimento.

Não permito, não pode ir avante esse anseio!

Abrasa-me inteiro imaginar teus beijos

Por mais que eu inocente, este meu pensamento.

 

De imediato, me assalta outro tormento…

Por que não permitir-me a ousadia?!

Devo tolher dando vazão à covardia

A liberdade do mais puro sentimento?!

 

Vez em quando favoreço o atrevimento,

Desejando sem ver hora nem dia

Arder plena, nas mais loucas fantasias…

 

Sem culpa, adentrar na fogueira que acendo.

Preocupa-me, subjuga e paralisa

Não dividires comigo o mesmo intento.

 

Por Lu Marinho

 
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Publicado por em 30 de junho de 2016 em #DESTAQUE

 

Dicotomia

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Vagam alguns pensamentos nus

Sob os muros da minha consciência

Acalento de sonhos incomuns

A um coração que perdeu a inocência!

 

Átomos de uma vaga esperança

Bailam e cintilam no ar

Arrebatando a minha criança…

Meu adulto não sabe acatar.

 

Uma hora sou todo alegria!

Noutro instante a tristeza é meu par

Vivo morta nesta dicotomia

Sem saber qual dos dois agradar.

 

Se acatar, a criança me guia.

Aprisionando-me num eterno sonhar,

Mas o adulto me condena e sentencia

A realidade que não posso inventar!

 

Por Lu Marinho

 
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Publicado por em 21 de abril de 2016 em #DESTAQUE

 

Tempo de Amar

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Ame!

Se impossíveis, as falhas!

Se possível, os dome!

Ame!

Pois o tempo logo passa,

Brinquedos perdem a graça,

E as crianças “somem”!!!

Ame!

Enquanto em teus braços

Com medo se escondem,

Pois a manhã logo chega

E a claridade aconchega

Afasta o medo pra longe!

Ame!

Quando interrompem teu sono,

Teus estudos, tua programação…

Melhor que leitos vazios,

Pensamento em desvario

Cheio de preocupação,

Coração apertadinho,

Se perguntando: onde estão?

Ame!

Ame hoje, ame agora!

Amanhã é muito distante,

Amanhã, hoje é história!

Ame!

Pois o tempo não pode parar

sua fábrica de memórias!

Amanhã?! É sei lá, quiçá!

Então,

Ame agora!!!

 

Por Lu Marinho

 

 
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Publicado por em 18 de abril de 2016 em #DESTAQUE

 

Alento

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Queria o gosto por estar vivo…

Com tanta angustia me cativando

Sinto a alegria correr perigo

A cada sonho que vai minguando…

 

A estrada é longa e pelo caminho

A vida exige e vou deixando

Planos frustrados pelo destino

Ou seja lá  que nome damos!

 

Cada aborto de pensamento

Gera na carne mais um espinho

Que dilacera tudo por dentro

E vai matando devagarzinho…

 

Qual “morto vivo” vou empurrando

Vida a fora essa carcaça

Entre os viventes cambaleando

Tudo é cinza, meio sem graça!

 

Erguendo os olhos dos meus escombros

Buscando esperança e novo alento

Vi entre frestas o sol brilhando!

Lembrando-me que o Criador Supremo

 

Os seus está sempre velando, guiando e protegendo!

Das aflições, segue afirmando: “Tende bom ânimo,

Com fé Eu venci, com fé vais vencendo”!

 

Por Lu Marinho

 
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Publicado por em 19 de fevereiro de 2016 em #DESTAQUE

 

Lobo Mal

Apresentação1

 

Bem-querer, sonho bom, enredo!

Abriu-me todas as vertentes

Fez-me verter

Solene, rasteira, estupidamente.

Por entre os dedos, os desejos, os segredos…

A meia-luz, a meio-som, amei-o- sal da tua pele…

 

Meu sonho bom, meu lobo mal…

Doutro animal,

Quê nos afasta, nos distingue, nos difere?

Esse pecado original?

O medo do apocalipse?

Do meu ou teu juízo (A)final?

Dos sete, a crise?

 

Nos degredos de aceitar sua fuga

Derramou-se o sentimento em poesia,

A cada gota de suor, eu te vertia

E nosso cheiro entranhado no meu ser

Me faz viver nosso momento todo dia!

Eternidade dura o tempo que quiser…

 

No afã de fugir dessa loucura

Árduo trabalho, achar pro teu veneno, cura!

Provar pra minha mente, que menti demente e sem culpa,

Inventa toda e qualquer desculpa

Que esculpa teu rosto outra vez, e outra vez acredito!

Mesmo que perca a voz gritando a plenos pulmões!

Coração ignora o que digo

Mantendo no cerne incutido teu cheiro, teu gosto, tua figura…

 

E ébrio dessa saudade padeço

Freguês ou refém, quem sabe?!

Encadeando no tempo, por pura maldade

Aquele único, singelo momento-eternidade!

Que a memória elegeu o monumento

E o desejo emoldurou, pendurou na parede do tempo

Sob o dorso desse fiel pensamento

Que alimento sem repouso!

Enquadrando-me assim na terra do nunca, do sem fim!

Nessa formidável história de trancoso.

 

Por Lu Marinho

 
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Publicado por em 2 de fevereiro de 2016 em #DESTAQUE