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Arquivo mensal: fevereiro 2016

Alento

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Queria o gosto por estar vivo…

Com tanta angustia me cativando

Sinto a alegria correr perigo

A cada sonho que vai minguando…

 

A estrada é longa e pelo caminho

A vida exige e vou deixando

Planos frustrados pelo destino

Ou seja lá  que nome damos!

 

Cada aborto de pensamento

Gera na carne mais um espinho

Que dilacera tudo por dentro

E vai matando devagarzinho…

 

Qual “morto vivo” vou empurrando

Vida a fora essa carcaça

Entre os viventes cambaleando

Tudo é cinza, meio sem graça!

 

Erguendo os olhos dos meus escombros

Buscando esperança e novo alento

Vi entre frestas o sol brilhando!

Lembrando-me que o Criador Supremo

 

Os seus está sempre velando, guiando e protegendo!

Das aflições, segue afirmando: “Tende bom ânimo,

Com fé Eu venci, com fé vais vencendo”!

 

Por Lu Marinho

 
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Publicado por em 19 de fevereiro de 2016 em #DESTAQUE

 

Lobo Mal

Apresentação1

 

Bem-querer, sonho bom, enredo!

Abriu-me todas as vertentes

Fez-me verter

Solene, rasteira, estupidamente.

Por entre os dedos, os desejos, os segredos…

A meia-luz, a meio-som, amei-o- sal da tua pele…

 

Meu sonho bom, meu lobo mal…

Doutro animal,

Quê nos afasta, nos distingue, nos difere?

Esse pecado original?

O medo do apocalipse?

Do meu ou teu juízo (A)final?

Dos sete, a crise?

 

Nos degredos de aceitar sua fuga

Derramou-se o sentimento em poesia,

A cada gota de suor, eu te vertia

E nosso cheiro entranhado no meu ser

Me faz viver nosso momento todo dia!

Eternidade dura o tempo que quiser…

 

No afã de fugir dessa loucura

Árduo trabalho, achar pro teu veneno, cura!

Provar pra minha mente, que menti demente e sem culpa,

Inventa toda e qualquer desculpa

Que esculpa teu rosto outra vez, e outra vez acredito!

Mesmo que perca a voz gritando a plenos pulmões!

Coração ignora o que digo

Mantendo no cerne incutido teu cheiro, teu gosto, tua figura…

 

E ébrio dessa saudade padeço

Freguês ou refém, quem sabe?!

Encadeando no tempo, por pura maldade

Aquele único, singelo momento-eternidade!

Que a memória elegeu o monumento

E o desejo emoldurou, pendurou na parede do tempo

Sob o dorso desse fiel pensamento

Que alimento sem repouso!

Enquadrando-me assim na terra do nunca, do sem fim!

Nessa formidável história de trancoso.

 

Por Lu Marinho

 
5 Comentários

Publicado por em 2 de fevereiro de 2016 em #DESTAQUE