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Nas farpas da saudade

15 set

cupido-en-paro

 

Em visita ao amor ultrajado

Jogado num canto, esquecido.

Quase que deteriorado

Dos meus desenganos, vencido.

 

Abri a porta, polido.

Temendo o que iria encontrar…

Muitos poemas esquecidos

Poeira em todo o lugar

 

Rabiscos de um rosto amigo

Que um dia tentei esboçar

E atrás do tempo perdido

Entre incontáveis, sei lá…

 

Um semblante conhecido

Identifiquei no lugar,

E ironicamente sorrindo

Não fez surpresa ao me olhar.

 

Cumprimentei a saudade

Convidei-a pra sentar

Trocamos amenidades e

Entre farpas a me remocar…

 

– Aquele amor tão valente

Que o mundo queria enfrentar

Diga-me querida amiga,

Onde é mesmo que ele estar?

 

– Que tristeza dizê-lo aviltado

Destronado e abatido

Pelo abandono sentenciado  

Nas próprias chamas, consumido.

 

Justifiquei: assim quis o destino,

Ou qualquer coisa que o valha,

Transformá-lo em desatino

Num fio de esperança vaga.

 

Deixou escapar num gemido

Como num terço a debulhar,

Se casassem o amor e o destino

Como iriam me alimentar?

 

Rosnando, falou-me entre os dentes:

– Pobre do homem que amar.

 

Por Lu Marinho

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7 Comentários

Publicado por em 15 de setembro de 2015 em #DESTAQUE, ♥ POESIAS ♥, CONTOS ♪ ♫

 

Tags: , , , ,

7 Respostas para “Nas farpas da saudade

  1. Gustavo Roubert

    15 de setembro de 2015 at 10:49 PM

    De passar marcador de texto em tela de computador…

     
  2. Jettro7

    4 de outubro de 2015 at 4:28 PM

    Super, Extraordinaire, formidable… Como tudo que você escreve!!! 😉

     
    • Luciene Marinho

      5 de outubro de 2015 at 1:30 AM

      Muito obrigada Jettro! Fico muito feliz que gostou, vindo de você fico lisonjeada.
      Muito bom tê-lo por aqui. Saudades de você. 😉

       
  3. Gustavo Roubert

    14 de dezembro de 2015 at 7:05 PM

    Indicação para o Prêmio Dardos.

     
    • Luciene Marinho

      15 de dezembro de 2015 at 7:53 PM

      Opa! Que honra! Obrigada amigo Gustavo! Fiquei muito feliz com a indicação! 😀

       
      • Gustavo Roubert

        16 de dezembro de 2015 at 12:53 AM

        Não fiz mais que a minha obrigação porque o seu talento e a sua educação fazem você merecer um reconhecimento ainda maior.

         

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