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A forja

03 set

matriztierra

De tanto me virarem de ponta a cabeça

Hoje, não sou mais a mesma;

De tanto acharem que suporto indelicadezas

Hoje, não sou mais a mesma;

De tanto tentarem contra minha natureza

Hoje, não sou mais a mesma;

De tantos avessos postados na mesa

Hoje, não sou mais a mesma;

De tanto traírem algumas certezas

Hoje, não sou mais a mesma;

De tanto confundirem minha gentileza

Hoje, não sou mais a mesma;

 

Hoje, não sou mais a mesma

Hoje, sou mais a mesma não

Hoje, mais a mesma não sou

Hoje, a mesma não sou mais

Hoje, a mesma sou mais não

 

Hoje, em mais nova versão

Algumas certezas encontro em reforma

Outras mais firmes serão

Ao passo em que a vida me forja.

 

Hoje, além de quem era,

Sou mais outras tantas que a vida me deu

Relicário de versos e acordes

Que um velho poeta engenhoso escreveu.

 

Por Lu Marinho

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2 Comentários

Publicado por em 3 de setembro de 2015 em #DESTAQUE

 

2 Respostas para “A forja

  1. Cris Campos

    3 de setembro de 2015 at 10:13 PM

    A vida é assim, um eterno peneirar. E a gente dança conforme a música. Precisamos.

    Adorei o poema Lu.

     
    • Luciene Marinho

      4 de setembro de 2015 at 11:19 AM

      É verdade. Brigada Cris, fico feliz que tenha gostado. 😉

       

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