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Sabes? Eu não!

02 jun

bemmequer

Não sei onde perdi meu sossego

Se no calor da tua pele

Se no sabor dos teus beijos

 

Nem sei como e onde foi

Sem despedir-se minha paz

Se nessa tua barba por fazer

Se no teu ar de bom rapaz

 

Nem sei onde encontrar esperança

Ora, em tuas poucas palavras,

Ora, em fragmentadas lembranças

 

E minha segurança? Essa anda por aí,

Às vezes finge que me abraça

Ocasiões faz que nem me ver

Oscilante feito brisa

Entre o querer e o poder.

 

Lu Marinho

 

 

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1 comentário

Publicado por em 2 de junho de 2013 em #DESTAQUE

 

Uma resposta para “Sabes? Eu não!

  1. Jettro7

    2 de junho de 2013 at 3:46 AM

    Os momentos de desassossego e angustia são terríveis, mas precisamos vivê-los bem, ou do contrario como saborear a Paz de espírito se não temos a referência do oposto? Como diz Sponville: “Antes do primeiro dia e da primeira manhã há o infinito das noites. Antes da primeira palavra a eternidade do silencio. (…) Para saber o que é noite, não basta fechar os olhos…”. E voltando a parafraseá-lo diria que é preciso começar de algum lugar, então que seja o silêncio, a noite, o desassossego, para só então podermos guiar nossos passos em direção à luz, buscando sabores agradáveis e significativos na vida.

    Belíssimo poema Lu, fica em Paz. Beijo!

    Emmanoel Jetro

     

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