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Arquivo mensal: dezembro 2012

Cada segundo…

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Representa-me o amor miudamente

Toda enorme angustia de quem vive

Com estas lembranças desde que partiste

Semeando em mim total tormento…

 

Envenenar-me é ter em pensamento

Vivo pulsante, teimoso e arredio…

Cada segundo, a todo instante o tal momento,

Que em vivo ardor, tremer me fez de frio…

 

No mesmo instante juntamente choro e rio

O desfortúnio dessa vida malograda

Aonde a memória não apaga um só segundo

 

Esse teu beijo, esse teu jeito único de amar.

Ah! Quem dera a morte bem depressa me alcançar

Do que sobreviver desse amor tão vagabundo!

 

Por Lu Marinho

 
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Publicado por em 27 de dezembro de 2012 em #DESTAQUE

 

O Irreal

Irreal

Perversa manhã, porque me despertasse?

Deixasse que dormindo eu ficasse…

Com o amor que despertou sonhasse,

No sonho qual dormia o mesmo amor…

Onde uma vez mais sentia o sabor

Do beijo mais perfeito agridoce…

Onde pensei que a felicidade minha fosse,

E a eternidade apenas acessória…

Pois que nos braços desse amor

Não há princípio, meio ou fim de história…

Há depósitos de fragmentos na memória

Que faz eterno cada grão segundo,

E a noção de tempo e espaço se perder.

E entregue a devaneios tão fecundos

Feliz, fica(se)ria para sempre ali…

Ah! Se permitido o “céu” fosse a um mortal,

Faria daquele abraço a minha casa,

Habitaria o paraíso, o irreal,

Este sonho, sim, seria minha morada…

Por Lu Marinho

 
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Publicado por em 15 de dezembro de 2012 em #DESTAQUE