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Saudade… Senhora do tempo…

04 ago

Tempo onde escondeste a criança faceira de franja e trança que não queria crescer?

Que não te contava, nem te media, que só te via passar quando um ano morria para um novo nascer…

O que fizestes com os sonhos de infância? Todos possíveis, permitidos pela inocência… Não me fazia falta não ter do futuro consciência…

Para onde vais com tanta pressa e ganância? Devorando tudo, a inocência, a criança, a franja, o mundo…!

Tempo, quem pode detê-lo ou acompanha-lo? Quem poderá resisti-lo ao passar com tanta fome, fome de passado, de presente, de futuro, fome de tudo, pois tudo consomes…

Quantas transformações em você há? Que face no futuro me trarás, se desde então não me reconheço… De quem é este reflexo emoldurado no espelho? Sou sempre um esboço teu…

Tempo que devora tudo com seus dentes de aço, come a pintura dos muros, morde o riso do palhaço, come a vitalidade a energia, trazendo enfado e cansaço…

Roí as molduras, consome os retratos, remoí as lembranças, mastiga o passado… Só conheço um sentimento que te faz agravo, não consegues matar nem destruir com seus dentes de aço, quanto mais por ela passa mais ela cresce forte… É a famosa saudade, que não escolhe suas vítimas sejam ricos ou pobres pebleus ou nobres, em todos ela habita, não importa a sua sorte…  Saudade senhora do tempo, resistes a quase tudo, rendendo-se apenas a morte, infortúnio de quem vive, sorte de quem de saudade morre…

Por Lu Marinho

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