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Arquivo mensal: agosto 2012

De repente, amor…

De repente num sorriso encantador

de moldura provocante e sensual

sorriu-me delicadamente o amor

numa figura meiga, angelical…

 

De repente assim, sem avisar

o amor a minha casa invadiu,

revelando-se  no teu olhar a brilhar

mais que as estrelas deste céu anil…

 

Intenso olhar que desnorteia e faz vibrar

com força o coração dentro do peito

da cor que mais nenhum outro há…

 

Bem mais que belo… Absolutamente perfeito…

E sem saída, não posso mais disfarçar,

esse teu olhar de amor me pegou de jeito!

 

Lu Marinho

 
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Publicado por em 30 de agosto de 2012 em #DESTAQUE

 

Exilado

 

 

Amor que nasceu belo e doce

possuía uma tal suavidade

que a própria essência da felicidade

julguei erroneamente que ele fosse…

 

Amor que torna o coração em chama

extrapolando todos os sentidos

e o faz na mesma chama consumido,

quando é sabido que em vão se ama…

 

Na amargura do desengano eterno

exilado,  em solidão de corpo e alma

quase pereço as portas do inferno

vendo boiar nos olhos minha mágoa…

 

Amargo e forte tal qual absinto

sinto correr nas minhas veias esse tédio

para o qual não existe um só remédio

na angustia enorme da aflição que sinto…

 

De dor sinto o coração vibrando

e em eterna embriaguez a alma perdida

porque amar sem ser amada é minha vida

viver sem vida, por onde passo sonhando…

 

De combate em combate levo a lida

sentindo dores, lutando contra o mundo

sei que há muito o que vencer antes que ao fundo

chegue da trágica tumba que nos reserva a vida…

 

Por Lu Marinho

 

 

Senhor, Tu Sabes…

No palco que é esta vida

já atuei de palhaço…

Porém, não me deixo vencer

por medo, dor ou cansaço,

o que me fere venço, ultrapasso,

embora que deixando pelo caminho

em cada queda um pedaço meu,

ergo-me e vou  prosseguindo,

não temo o que a sorte me deu

se como senhor do meu destino

tenho um único e verdadeiro Deus!

Quantas vezes pedi brisa

e calor Ele me deu,

não recebi o que pedi,

mas o que precisava me deu

jamais poderia  ensinar

ao meu Senhor, criador meu,

só Ele sabe o que é melhor pra mim

muito mais, e bem mais que eu

que simplesmente sou pó, cinza,

e por sua graça infinda, servo seu…

Por Lu Marinho

 
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Publicado por em 11 de agosto de 2012 em #DESTAQUE

 

Espelho da Alma Postula

Desde que ficaste ausente

meus olhos andam sem sono,

por certo não sabem dormir

perdidos de tanto abandono…

 

Faz barulho o teu silêncio,

faz meu coração balançar

faz sem graça o meu sorriso

e meus olhos marejar…

 

Não faz segredo essa saudade

nem se importa em disfarçar

me pega de jeito, me invade

mal consigo suportar…

 

Longe do teu abraço

do teu beijo, teu calor,

vivo a margem de mim

a sombra do que restou…

 

No espelho da alma

não existe miragem

não se mente, não se engana

só se conhece a verdade…

 

Verdade que violenta e profana

das mentiras, a imagem

que pra proteger me engana,

que não morro de saudades…

 

Por Lu Marinho

 
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Publicado por em 11 de agosto de 2012 em #DESTAQUE, ♥ POESIAS ♥

 

Querer desmedido…

E esta saudade é como uma sombra que me guia

que me persegue a todo instante do meu dia

que atrevida serve-me de companhia

nas horas amargas em que o coração vagueia

a buscar tua presença que me é alheia

mas que ser minha é tudo o que me bastaria…

É um sentimento apavorado e comedido

que sufocado cala a alma num gemido

e que sequestra a luz dos meus sentidos

com esse querer profano e infinito

que dia a dia cresce mais e mais bonito…

E transformado sou insanidade,

sempre que o amor em mim se faz saudade…

Tudo o que digo é apenas meio verdade

por que não pode se igualar a o que sinto

por mais que tente o dicionário é resumido

pra descrever esse querer tão desmedido…

 Por Lu Marinho

 

Ao Remetente…

 

Saudade do que não vivi,

do que apenas habita meus pensamentos…

Saudade perversa, que trás teu nome no vento,

que em meu peito pousa e monta acampamento…

 

Saudade do que senti,

e que esconde-se dentro do meu silencio,

que desfaz de mim… teima em existir,

tornando-me por tua presença sedento…

 

Saudade que de súbito me invade como pés de vento,

que me viola a alma com seu querer violento

me consome a calma, torna minha vida um tormento…

 

Saudade torna ao teu remetente,

faze-o por um dia que seja sentir, o que meu  coração sente,

quem sabe assim lembre-se de mim, e de te me isente…

 

Por Lu Marinho

 

 

 
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Publicado por em 4 de agosto de 2012 em #DESTAQUE

 

Saudade… Senhora do tempo…

Tempo onde escondeste a criança faceira de franja e trança que não queria crescer?

Que não te contava, nem te media, que só te via passar quando um ano morria para um novo nascer…

O que fizestes com os sonhos de infância? Todos possíveis, permitidos pela inocência… Não me fazia falta não ter do futuro consciência…

Para onde vais com tanta pressa e ganância? Devorando tudo, a inocência, a criança, a franja, o mundo…!

Tempo, quem pode detê-lo ou acompanha-lo? Quem poderá resisti-lo ao passar com tanta fome, fome de passado, de presente, de futuro, fome de tudo, pois tudo consomes…

Quantas transformações em você há? Que face no futuro me trarás, se desde então não me reconheço… De quem é este reflexo emoldurado no espelho? Sou sempre um esboço teu…

Tempo que devora tudo com seus dentes de aço, come a pintura dos muros, morde o riso do palhaço, come a vitalidade a energia, trazendo enfado e cansaço…

Roí as molduras, consome os retratos, remoí as lembranças, mastiga o passado… Só conheço um sentimento que te faz agravo, não consegues matar nem destruir com seus dentes de aço, quanto mais por ela passa mais ela cresce forte… É a famosa saudade, que não escolhe suas vítimas sejam ricos ou pobres pebleus ou nobres, em todos ela habita, não importa a sua sorte…  Saudade senhora do tempo, resistes a quase tudo, rendendo-se apenas a morte, infortúnio de quem vive, sorte de quem de saudade morre…

Por Lu Marinho