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Tudo o que se pode ser…

25 maio

 

Tudo o que se pode ser…

Quero ser o que te faz rolar na cama e perder o sono, o que te leva a suspirar pelos cantos com ar de abandono, o que te mata de desengano e de saudade,

quero ser o desencanto, o encanto e a maldade…

Quero ser o que te faz sonhar acordado, ansiar calado, desejar infinito… o suor nas mãos, o acelerar do coração, o momento mais bonito… quero ser esse sentimento despido que deixa tua alma de frio tremer…

A saudade atrevida que indignada pergunta: o que sou pra você?

Quero ser a febre que incendeia o teu corpo e os teus instintos faz despertar… os pensamentos mais mordazes que te inquietem e te invadem fazendo-te corar…

a lembrança mais constante de momentos alucinantes que vive a  incomodar…

Quero ser o pensamento que atordoado te acorda, que te esgota e tua paz leva embora, a falta que não te deixa em paz dormir, o desejo forte a insistir em me querer… quero ser o teu desgosto de querer e não poder, de tocar o que não ver…

De sentir, e por tanto sentir e não ter… chegar a pensar que vai morrer…

Quero ser o alimento que devora a tua fome, a água que consome a tua sede, tua identidade, teu sobrenome, a preguiçosa paz deitada em tua rede…

Quero ser as letras que poetizam as tuas frases, a rima perfeita da tua poesia, ser a guerra que fere a tua paz, a noite que adormece o teu dia…

Quero ser o riso frouxo em tua boca, o brilho do teu olhar… a cegueira da retina viciada que em todos os rosto me ver… quero ser essa vontade que não passa que finca pé e faz pirraça e de você não quer sair, não sai nem com porre de cachaça, nem com figa, promessa ou reza braba…

incomoda, lateja, insiste em te perseguir…

Quero ser a brisa que suavemente te afaga, o vento que desalinha teus cabelos, teu sonho mais bonito, teu medo mais temido, teu terrível pesadelo… quero ser os passos que te levam pros meus braços, e se esquecem de voltar…

Quero ser o sabor do teu abraço, o descanso, o regaço, que tua alma quer beijar…

Quero ser a órbita do teu planeta… o teu sistema solar, as luas das tuas fases que vive a te azucrinar, a constelação mais que perfeita, a Ursa Menor, a Ursa Maior,

a Cassiopeia, o Orion e o caos da explosão que cada uma delas  criou…

Quero ser as perguntas que não querem calar, a solidão infinita que insiste em palpitar, a lágrima que de teimosa vive em teu rosto a rolar… e essa dor persistente que  te oprime e te rouba o ar…

Eu quis, quis tudo, quis tanto, quis mais… quis tão grande que em mim não cabe mais…

agora quero o infinito, o universo, e tudo o mais… de agora em diante quero simplesmente, inteiramente ser-te paz…

 

Por Lu Marinho

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Publicado por em 25 de maio de 2012 em #DESTAQUE

 

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