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Arquivo mensal: maio 2012

Tudo o que se pode ser…

 

Tudo o que se pode ser…

Quero ser o que te faz rolar na cama e perder o sono, o que te leva a suspirar pelos cantos com ar de abandono, o que te mata de desengano e de saudade,

quero ser o desencanto, o encanto e a maldade…

Quero ser o que te faz sonhar acordado, ansiar calado, desejar infinito… o suor nas mãos, o acelerar do coração, o momento mais bonito… quero ser esse sentimento despido que deixa tua alma de frio tremer…

A saudade atrevida que indignada pergunta: o que sou pra você?

Quero ser a febre que incendeia o teu corpo e os teus instintos faz despertar… os pensamentos mais mordazes que te inquietem e te invadem fazendo-te corar…

a lembrança mais constante de momentos alucinantes que vive a  incomodar…

Quero ser o pensamento que atordoado te acorda, que te esgota e tua paz leva embora, a falta que não te deixa em paz dormir, o desejo forte a insistir em me querer… quero ser o teu desgosto de querer e não poder, de tocar o que não ver…

De sentir, e por tanto sentir e não ter… chegar a pensar que vai morrer…

Quero ser o alimento que devora a tua fome, a água que consome a tua sede, tua identidade, teu sobrenome, a preguiçosa paz deitada em tua rede…

Quero ser as letras que poetizam as tuas frases, a rima perfeita da tua poesia, ser a guerra que fere a tua paz, a noite que adormece o teu dia…

Quero ser o riso frouxo em tua boca, o brilho do teu olhar… a cegueira da retina viciada que em todos os rosto me ver… quero ser essa vontade que não passa que finca pé e faz pirraça e de você não quer sair, não sai nem com porre de cachaça, nem com figa, promessa ou reza braba…

incomoda, lateja, insiste em te perseguir…

Quero ser a brisa que suavemente te afaga, o vento que desalinha teus cabelos, teu sonho mais bonito, teu medo mais temido, teu terrível pesadelo… quero ser os passos que te levam pros meus braços, e se esquecem de voltar…

Quero ser o sabor do teu abraço, o descanso, o regaço, que tua alma quer beijar…

Quero ser a órbita do teu planeta… o teu sistema solar, as luas das tuas fases que vive a te azucrinar, a constelação mais que perfeita, a Ursa Menor, a Ursa Maior,

a Cassiopeia, o Orion e o caos da explosão que cada uma delas  criou…

Quero ser as perguntas que não querem calar, a solidão infinita que insiste em palpitar, a lágrima que de teimosa vive em teu rosto a rolar… e essa dor persistente que  te oprime e te rouba o ar…

Eu quis, quis tudo, quis tanto, quis mais… quis tão grande que em mim não cabe mais…

agora quero o infinito, o universo, e tudo o mais… de agora em diante quero simplesmente, inteiramente ser-te paz…

 

Por Lu Marinho

 
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Publicado por em 25 de maio de 2012 em #DESTAQUE

 

A lição do fogo.

A lição do fogo.

Um membro de determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, deixou de participar de suas atividades, sem nenhum aviso.
Após algumas semanas, o líder do grupo decidiu visitá-lo.
Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.

O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam. Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formavam e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, e empurrou-a para o lado.

Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Aos poucos a chama da brasa solitária diminuiu, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez.Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.Nenhuma palavra havia sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois.

O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor das brasas ardentes em torno dele.
Quando o líder alcançou a porta para partir, o anfitrião disse:
– Obrigado por sua visita e pelo belíssimo ensinamento. Estarei voltando às minhas atividades amanhã. Deus o abençoe !
E seu pedaço de carvão está como???…

Texto extraído do livro As mais belas parábolas de todos os tempos Vol III

De Alexandre Rangel.

 

Eu sei, mas não devia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colasanti

O texto acima foi extraído do livro “Eu sei, mas não devia”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.

 

Na berlinda, o amor…

 

Na berlinda, o amor…

Como um vulcão expelindo suas larvas assim somos nós muitas vezes…  sensações e sentimentos se misturam dentro de nós com tanta força e intensidade que acabam explodindo e inundando o nosso ser…

Luzes apagadas, olhos fechados, punhos cerrados, como se isso pudesse afastar as emoções que invadiam e devastavam sua alma… Marta forçava-se a aquietar-se, seu corpo parecia inerte, mas seu cérebro funcionava na velocidade da luz, seus olhos vertiam a fúria de sentimentos que lhes atordoava… com alma exprimida dentro do coração apertado ela tentava sugar o oxigênio que parecia escasso… assim depois de muito se debater interiormente, já exausta de conflitos e de lágrimas adormeceu…

Caminhava agora a passos largos por uma cidade encantada, cheia de mistérios e magia… o céu sob seus pés, a lua e o sol se tocavam, o veículo eram as estrelas, todos andavam de estrelas cadentes… que enfeitavam o chão como tapetes, e bastavam sentar sobre elas para que se locomovessem… as pessoas todas eram velhas conhecidas, de rostos meio borrados como fotografias antigas… Marta se surpreendia a cada passo no pequenino mundo mágico em que se encontrava, pequenino porque conseguia ver a olhos nus tudo a sua volta… mais adiante ela deparou-se com um distinto senhor que no primeiro momento parecia-lhes um estranho, com um semblante sereno e gestos acolhedor fez com que se aproximasse mais dele, e pode vislumbrar a maior visão do seu sonho encantado… o sábio a seu lado mostrou-lhes o mar do seu mundo… era um oceano de arco-íris, de cores intensas, vibrantes, jamais visto antes… maravilhada exclamou que era a mais bela visão que seus olhos já puderam ver!… o sábio que até então apenas gesticulava para as águas encantadas, numa tentativa estranha de tentar apartar cada cor, olhou dentro dos olhos de Marta e falou:

Não se engane minha filha, as cores são realmente belas, mas cada uma exerce uma função vital dentro desse pequeno mundo, isoladamente cada uma delas é benéfica ou pouco ofensiva mas juntas são indomáveis… cada uma representa um sentimento dentro do seu ser, carinho, raiva, compreensão, mágoa, inveja, rancor, saudade, alegria, tristeza, paz, harmonia, angustia e outros tantos, sem esquecer o amor, o mais forte e indomável deles, nos invade impetuosamente, geralmente ele é quem faz toda essa bagunça que vês, quando não saciado, não atendido, torna-se arredio e  feroz… mistura tudo e faz escorrer pela face seu egoísmo…  sempre que chega aconchegasse de mansinho junto a alegria da novidade e faz os olhos brilharem, as pernas tremerem, o coração palpitar… mas mimado e impulsivo detesta ser desafiado ou rejeitado, quando isso acontece, ah! Ele faz uma bagunça e se vai, as vezes pra outro mundo as vezes apenas dormir… e eu como irmão gêmeo fico sempre pra consertar o estrago, e confesso que dá o maior trabalho, pois quase ninguém me escuta quando ele faz todo esse reboliço… muito prazer, me chamo amor próprio.

Por Lu Marinho

 
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Publicado por em 22 de maio de 2012 em #DESTAQUE

 

Quinze Minutos de Poder

Quinze Minutos de Poder

Numa escola de anjos os aprendizes passavam por um estágio e saiam em duplas para fazer o bem e no final de cada dia, apresentavam um relatório ao anjo mestre.

Dois anjos estagiários, depois de vagarem exaustivamente, regressaram frustrados por não terem feito nenhum bem. Parece que naquele dia, o mal estava de folga. Enquanto voltavam tristes, os dois depararam com dois lavradores que seguiam por uma trilha, e, um dos anjos disse:

– Tive uma ideia… que tal darmos 15 minutos de poder a estes lavradores para ver o que eles fariam?

– Você ficou maluco? O anjo mestre não vai gostar nada disto! Respondeu o outro anjo.

– Que nada, acho que ele vai até gostar. Vamos fazer isto e depois contaremos para ele.

E assim o fizeram. Puseram suas mãos na cabeça dos dois e colocaram-se a observá-los. Poucos passos adiante os lavradores se separaram, seguindo cada um o seu caminho.

Um deles, após alguns passos, viu um bando de pássaros voando em direção a sua lavoura, e passando a mão na testa suada disse:

 – Por favor, meus passarinhos, não comam toda a minha plantação! Eu preciso que esta lavoura cresça e produza, pois é daí que tiro o sustento do meu lar.

Naquele momento, ele viu espantado a lavoura crescer e ficar prontinha para ser colhida em questão de segundos. Assustado, ele esfregou os olhos e pensou:

 “devo estar cansado e acelerou o passo”.

Logo adiante ele caiu ao tropeçar em seu porco que havia fugido do chiqueiro. Mais uma vez, esfregando a testa ele disse:

 – Você fugiu de novo meu porquinho ! Mas, a culpa é minha, eu ainda vou construir um chiqueiro decente para você.

Mais uma vez espantado, ele viu o chiqueiro se transformar num local limpo, acolhedor e com água corrente e o seu porquinho instalado no novo compartimento. Esfregou novamente os olhos, apressou o passo e pensou:

“estou mesmo muito cansado”.

Chegando em casa, ao abrir a porta, a tranca que estava pendurada caiu sobre sua cabeça. Ele então tirou o chapéu, e esfregando a cabeça disse:

 – De novo, e o pior é que eu não aprendo mesmo. Uso a falta de tempo como desculpa e não conserto esta tranca. Mas, hei de ter dinheiro para construir uma grande casa e dar um pouco mais de conforto a minha família.

Naquele instante aconteceu o milagre. Aquela humilde casa, foi se transformando em uma verdadeira mansão, diante dos seus olhos assustados. Convicto de que era tudo imaginação decorrente do cansaço, ele se jogou em uma enorme poltrona que estava em sua frente e dormiu profundamente.

Foi acordado aos berros pelo outro lavrador, pedindo socorro. Ainda atordoado, sem entender muito o que estava acontecendo, ele chegou na porta e encontrou o amigo em prantos. Ele se lembrava de que minutos antes eles se despediram e ele estava bem. Perguntando o que se passava, ele ouviu a seguinte estória:

-Nós nos despedimos no caminho e eu segui para minha casa, poucos passos adiante, eu vi um bando de pássaros voando em direção a minha lavoura, este fato me deixou revoltado e eu gritei:

 – Vocês de novo, atacando a minha lavoura, tomara que seque tudo pra vocês morrerem de fome! Naquele exato momento, eu vi a lavoura secar e todos os pássaros morrerem bem na minha frente. Pensei, devo estar cansado, e apressei o passo.

Mais adiante, tropecei no meu porco que tinha fugido. Fiquei bravo e gritei:

 – Você fugiu de novo? Por que não morre logo e para de me dar trabalho?

 Compadre, não é que o porco morreu ali mesmo, na minha frente.

Acreditando estar vendo coisas, andei mais depressa, e ao entrar em minha casa, me caiu na cabeça à tranca da porta. Naquele instante eu já estava com muita raiva, gritei novamente:

 – Esta casa velha, caindo os pedaços, por que não cai de uma vez?

 Para surpresa minha ela caiu e eu não pude fazer nada…

Mas, compadre, o que aconteceu com a sua casa? De onde veio esta mansão?

Depois de tudo observarem, os dois anjos foram correndo contar ao mestre e, ficaram muito apreensivos quanto ao tipo de reação que o anjo mestre teria. Mas, tiveram uma grande surpresa.

O anjo mestre ouviu tudo com muita atenção, parabenizou os dois pela ideia brilhante que haviam tido, e resolveu decretar que a partir daquele momento,

 TODO SER HUMANO TERIA 15 MINUTOS DE PODER AO LONGO DA VIDA. Só que, ninguém jamais saberia quando estes 15 minutos de poder aconteceriam…

Texto extraído do livro As mais belas parábolas de todos os tempos Vol III

De Alexandre Rangel.

 

Almas Perfumadas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Almas Perfumadas

Tem gente que tem cheiro
de passarinho quando canta,
de sol quando acorda,
de flor quando ri.

Ao lado delas,
a gente se sente no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande,
sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas,
a gente se sente comendo pipoca na praça,
lambuzando o queixo de sorvete,
melando os dedos com algodão doce
da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade,
mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro
de colo de Deus,
de banho de mar
quando a água é quente e o céu é azul.

Ao lado delas,
a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.

Ao lado delas,
a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo,
sonhando a maior tolice do mundo
com o gozo de quem não liga pra isso.

Ao lado delas,
pode ser abril,
mas parece manhã de Natal,
do tempo em que a gente acordava
e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro
das estrelas que Deus acendeu no céu
e daquelas que conseguimos acender na Terra.

Ao lado delas,
a gente não acha que o amor é possível,
a gente tem certeza.

Ao lado delas,
a gente se sente visitando um lugar feito de alegria,
recebendo um buquê de carinhos,
abraçando um filhote de urso panda,
tocando com os olhos os olhos da paz.

Ao lado delas,
saboreamos a delícia do toque suave
que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro
de cafuné sem pressa,
do brinquedo que a gente não largava,
do acalanto que o silêncio canta,
de passeio no jardim.

Ao lado delas,
a gente percebe que a sensualidade
é um perfume que vem de dentro
e que a atração que realmente nos move
não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.

Ao lado delas,
a gente lembra que no instante em que rimos
Deus está conosco, juntinho, ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Tem gente como você,
que nem percebe como tem a alma perfumada
e que esse perfume é dom de Deus.

Ana Jácomo

 

 
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Publicado por em 21 de maio de 2012 em #DESTAQUE, ►POETAS◄

 

Reconhecendo um amigo…

 

 

 

 

 

 

 

Reconhecendo um amigo…

 

Amigo seja bem vindo!

A casa é sempre sua…

É uma casinha modesta,

simplesinha… tem luxo não…

mas se reveste de festa

pra receber um amigão!

Amigo pode entrar…

olhe a bagunça não…

faz tempo que tento arrumar

esta enorme confusão…

saudade, tristeza e dor

amizade, esperanças, amor…

tudo num só coração…

Parece simples amigo

mas as vezes, dou conta não…

então, vai perdoando amigo,

quando que te alugar de montão,

é que já me sinto freguês

do teu carinho e atenção…

acredito que saibas porém,

que entre nós tem bronca não…

também és vip amigo

na bagunça do meu coração!

Ao meu querido amigo Emmanoel Jetro

 
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Publicado por em 20 de maio de 2012 em #DESTAQUE