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Arquivo mensal: abril 2012

Só existo nos teus braços…

Só existo nos teus braços…

Durmo nos braços da saudade entre lençóis e travesseiros, vivo apenas a esperar o hálito da tua vontade vir saciar meus desejos…

A noite se arrasta sem pressa, impedindo o dia chegar,e eu que não faço promessas rezo pra te encontrar…

Não existe remédio ou compressa que faça este mal se acalmar, só mesmo a tua presença pode a minh’alma alegrar…

E o sono teima em não vir,  não adianta insistir, só mesmo em teus braços meu bem é que eu passo a existir…

Por Lu Marinho

 

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Publicado por em 30 de abril de 2012 em ♥ POESIAS ♥

 

Silêncio x Palavras

Silêncio x Palavras

Você tem tentado me curar me dando o teu silêncio pra tomar todos os dias, não sei onde foi achar remédio tão amargo ao paladar, tão indigesto, que provoca tanta agonia…  este gelo amarrota meu coração, rasga a parede da minha garganta, me causa enjôo, insônia e ainda assim não adianta… quanto mais silêncio bebo mais vontade tenho de gritar estas palavras roucas, que enferrujam no céu da minha boca onde as tento sufocar, que me mordem a boca numa tentativa louca de escapar… palavras que não se calam, nem teu silêncio pode curar, que inquietas me abalam, me fazem perder o chão, e então sangrar assim… consumindo a minha calma, coroendo a minha alma feito um lobo atroz, um cão selvagem feroz, gritam dentro de mim… Oxidou minha voz e arranhou minha garganta, esta guerra acirrada entre silencio e palavras que de ferir não se cansam…

Por Lu Marinho

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Publicado por em 29 de abril de 2012 em ♀ ♂ LITERATURA ♂♀

 

Para você dar o nome…

 

Para você dar o nome…

Eu pensei que fosse amor…  pensar em você até o sono chegar, e como os primeiros raios de sol, tua lembrança me despertar…

Eu pensei que fosse amor… Sorrir pra tua foto no plano de fundo do meu computador, e tocá-la como se você pudesse sentir… Vigiar o celular, torcer pra ele tocar e a tua voz ouvir…

Eu pensei que fosse amor… querer compartilhar contigo todos os meus momentos, os mais complexos, os mais bobos, todos os sentimentos… ver teu sorriso nos rostos que passam por mim na rua, sentir teu cheiro no vento me abstrair de repente, querer apenas você em meio a tanta gente…           

Eu pensei que fosse amor… querer tomar pra mim todas as tuas dores, te fazer feliz e esquecer os possíveis rancores que a vida em te cravou…

Ah! eu pensei que fosse amor… esse querer desmedido, que faria até o impossível para te ver vencedor…          

Eu pensei que fosse amor… esse poder que você tem em transformar os meus dias, de pura tristeza pra mais completa alegria apenas com teu falar…  

Eu pensei que fosse amor… Mas, só pude entender e comprovar quando optei me calar pra não te ver sofrer, esperar sem esperança de te ter, recusar te esquecer mesmo sofrendo, fingir que não te quero mesmo querendo, não falar de toda essa explosão de sentimentos para te poupar… a tudo isso que nome poderia dar?

Que nome poderia dar… quando o teu bem-estar tornou-se mais importante do que o meu, quando mesmo sem forças pedi pra Deus te fazer feliz, mesmo que nessa felicidade não se inclua eu…

 

Por Lu Marinho

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Publicado por em 27 de abril de 2012 em ♥ POESIAS ♥

 

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Meus olhos vertem saudade…

Meus olhos vertem saudade…

Saudade que turva a vista, inunda o coração, afoga a razão, faz da dor sua melhor  amiga…  Saudade, desejo incontido que molha  sorriso e borra maquiagem…  que te pega de jeito invade teu peito nem pede passagem, porém ainda tem quem diga que sentir saudades é bobagem… este por certo não vive a vida, nesta roda viva só está de passagem, pois não há quem viva e diga que viveu de verdade, se nunca levou  na  bagagem ao menos uma saudade…

Por Lu Marinho

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Publicado por em 27 de abril de 2012 em ♀ ♂ LITERATURA ♂♀

 

“Soneto” Cama Vazia

 

“Soneto” Cama Vazia

 

Ainda que você encontre alguém pra matar tuas vontades,

e sem dar o braço a torcer aproveitar a liberdade do fim,

ao chegar a nossa casa vai dar de cara com a saudade

e mesmo sem querer vai lembrar de mim…

 

E quando em nosso quarto na nossa cama vazia

a solidão e a saudade vinherem te fazer companhia,

você vai chamar meu nome abraçando o travesseiro

que vai te fazer chorar quando sentir  o meu cheiro…

 

Nem precisa se enganar, sei que você vai lembrar

mesmo se esforçando para tentar esquecer,

em todos os rostos o meu sorriso é o que você vai ver…

 

E quando enfim se tocar que sem mim não vai viver

deixe o orgulho de lado, e pode vir me procurar,

que estarei aqui no mesmo lugar esperando por você!

 

Por Lu Marinho

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Publicado por em 26 de abril de 2012 em ♥ POESIAS ♥

 

Minha vida sem você…

 

 

Minha vida sem você…

 

Você me olhou de um modo tão estranho,

e tudo o que eu pensava conhecer

vi escapar das minhas mãos por entre os dedos

vi sumir, vi desaparecer…

 

Você levou o sol, levou a vida

me deixando na escuridão,

e o inverno desaguou em minha vida

me afogando em tanta solidão…

 

Você que me ensinou sorrir

com tanto amor brilhando em teu olhar,

agora vem pedindo pra esquecer

pra nunca mais te procurar…

 

Me diz com que sorriso vou partir

com que olhos posso agora a vida olhar?

se sem você não há motivos pra sorrir

nem tem mais brilho a luz do meu olhar…

 

E sem motivos vou seguindo por aí,

rezando baixinho pra você se encontrar

e entender que tua busca finda em mim

que nos meus braços é pra sempre o teu lugar…

 

Por Lu Marinho

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Publicado por em 26 de abril de 2012 em ♥ POESIAS ♥

 

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Fragmentos

Como se já estivesse programado, como se esperado… tudo mudou em mim… e frente ao espelho, não há como negar nada, como esconder nada, apenas aceitar o seu julgamento frio, preciso e silencioso. Nada pessoal, apenas verdades que insistimos fingir não ver… E sem música, errei o passo da dança e dancei desconcertado, sem saber que minha vida era um palco de teatro, com um mocinho “mascarado” segurando a minha mão… e então, no fim do ato, tudo foi revelado, tudo era pura ilusão… as cortinas se fecharam, o teatro esvaziou, sem o murmúrio das vozes, o eco das gargalhadas, sem o som dos aplausos… o que restou? O fim? Não, não era o fim… não se pode dar cabo ao que é efêmero… este tipo de coisa tem prazo de validade, e expirou, por si, por mim, por nós! Hoje, ignoro meu caminho, e estranhas atitudes, parece pertencerem-me ainda mais… tenho medo de ter me encontrado e de ser esse estranho que agora me visita… as respostas mudaram as perguntas e tudo que era confuso parece tão claro neste momento… a frieza, a dureza, as costas que dou, não acreditava ser minha natureza, não parece quem sou… ou fui… creio que me perdi, ou será que me encontrei? Sinceramente não sei… Em algum momento desse dia nublado eu consumi o que havia de bom em mim, juntei os pedaços da minha ingenuidade com o rosto em brasa de vergonha e corri pra me esconder, e entre lágrimas e soluços contidos, tentei colar os cacos do meu “eu” ferido e o resultado eu nem posso ver… me choquei ao entender que sofria por mim e não por você, percebi que sonhava sozinha, que lutava sozinha, que esperava o que nunca veria chegar… Então, o que posso dizer, agradeço a você que me fez distinguir, o quanto deixei de viver, o tanto que fui mais você, mergulhada em fantasia… de quimera eram meus dias, mas, não enxergava a utopia deste sonho nefasto, e agora já roto, já gasto, perdeu por completo o valor, e posso dizer sinceramente que o que tive poderia ser qualquer coisa, menos amor…

por Lu Marinho

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Publicado por em 25 de abril de 2012 em #DESTAQUE, ♀ ♂ LITERATURA ♂♀

 

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